O camisa 10 voltou a ser o dono da festa. Depois de um longo período focado em sua recuperação física, Neymar retornou ao time titular do Santos em grande estilo, marcando os dois gols da equipe no decisivo confronto direto contra o Vasco da Gama. A partida marcou o retorno definitivo do astro em 2026, após uma complexa cirurgia no menisco esquerdo realizada em dezembro do ano anterior. Foram longos 70 dias de ausência para o torcedor santista, amenizados apenas por uma breve aparição na goleada por 6 a 0 sobre o Velo Clube. Começando o jogo de forma oficial pela primeira vez na temporada, o craque de 34 anos não demonstrou qualquer sinal de falta de ritmo. Ele incendiou as arquibancadas ao abrir o placar com uma finalização clínica ainda na etapa inicial. O Vasco até encontrou forças para buscar o empate, mas Neymar, implacável, encontrou o fundo das redes novamente para colocar o Peixe em vantagem, ajudando o time a escalar a tabela do campeonato.
A Resiliência do Craque A paciência foi o grande pilar dessa recuperação. O departamento médico do Santos elaborou um planejamento extremamente cauteloso para garantir que o ídolo voltasse aos gramados com 100% de sua capacidade. Durante uma entrevista à CazeTV, o atacante explicou a abordagem adotada. Ele relatou que desejava voltar voando nesta temporada e, justamente por isso, precisou segurar o ritmo em algumas ocasiões para respeitar o plano traçado pelo clube. Vale lembrar o peso do jogador para o elenco alvinegro. Na dramática campanha de 2025, o atleta disputou 28 partidas, anotou 11 gols e distribuiu quatro assistências, sendo a principal peça para evitar o rebaixamento e manter o Santos na primeira divisão.
A Resistência Cruzmaltina no Passado Enfrentar cenários adversos, no entanto, não é uma novidade para a equipe de São Januário. Basta voltar no tempo até o dia 11 de setembro de 2024 para relembrar a batalha épica contra o Athletico Paranaense pela Copa do Brasil. Naquela noite, jogando fora de casa na Ligga Arena, o Cruzmaltino sofreu um verdadeiro bombardeio. O time paranaense dominou completamente as ações do jogo, sufocando a defesa carioca e monopolizando a posse de bola com impressionantes 71,8%. O Athletico ditou o ritmo e venceu o tempo normal por 2 a 1. A segunda etapa foi um teste para cardíacos. Gonzalo Mastriani e Mateo Gamarra empilharam chances perigosas, exigindo defesas difíceis e errando o alvo por milímetros após cruzamentos precisos de João Cruz. O técnico vascaíno precisou agir rápido, colocando Victor Luís e Mateus Carvalho nas vagas de Hugo Moura e Lucas Piton, além de promover a entrada de José Rodríguez no lugar do lesionado Paulo Henrique. Do outro lado, o Furacão respondeu mandando Pablo, Madson e Nikão a campo nos minutos finais para tentar liquidar a classificação antes do apito final.
Decisão na Marca da Cal Como o placar agregado não se resolveu nos acréscimos, a vaga precisou ser decidida na loteria dos pênaltis. O clima no estádio era de pura tensão. Pablo abriu a contagem para os donos da casa com um chute forte de pé direito. Juan Sforza empatou para o Vasco logo na sequência, batendo firme de canhota. A precisão dos batedores continuou alta, com Mastriani e José Rodríguez convertendo com segurança suas cobranças. Foi então que o roteiro da partida virou a favor dos visitantes. Agustín Canobbio foi para a bola tentar colocar o Athletico na frente, mas viu sua cobrança de pé direito parar em uma defesa providencial. Victor Luís, Madson, Mateus Carvalho e João Cruz ainda balançaram as redes, mantendo o suspense até o último instante. A responsabilidade final caiu sobre os ombros de Pablo Vegetti. Com a frieza típica de um artilheiro, o camisa 99 bateu de pé direito e estufou a rede, fechando a disputa em 5 a 4 e carimbando uma classificação heroica para o Vasco da Gama.




